Você acredita em milagres? Vamos deixar bem claro que MILAGRE significa a intervenção divina sobre o humano ou material. O povo às vezes denomina milagre um acontecimento espetacular, raro, quase impossível. Mas tudo o que está sob o poder, a força ou o comando do homem ou da natureza, não é milagre. Por exemplo, quando Henry Ford inventou o primeiro automóvel, em 1.908, foi um fato estupendo, maravilha do gênero humano. Era, porém, fruto da inteligência. Quando Santos Dumont em 1.906 alçou vôo no seu 14-Bis foi algo até aí irrealizável. Nada milagroso. Afinal, os pássaros também se elevam sobre a terra, desde o início do universo.
O milagre exige a ação sobrenatural. Por isso que geralmente ocorrem com os santos. Agora que estamos nas comemorações de Santo Antônio, vale lembrar o milagre dos peixes. Estava ele a pregar. Todavia, as pessoas não davam ouvidos às palavras do Santo português. Que fez ele? Já que o povo não o atendia, dirigiu-se ao mar e começou a fazer o seu sermão aos peixes. Miraculosamente reuniu-se na praia uma multidão de peixes que, botaram as cabecinhas fora da água, escutando o pregador.
Na vida de São Paulo, são narrados inúmeros episódios, que podem ser adjetivados de milagres, pois não fosse a ação do Alto, ele simplesmente como homem, não poderia tê-los realizado. De uma feita, apostrofou um falso profeta com a cegueira. Não só o réu, como o procônsul se converteram. Em outra oportunidade, encontrou um paralítico e lhe ordenou: “Levanta-te e anda”. Imediatamente o aleijado pôs-se de pé.
São Pedro, coluna da Igreja, ao penetrar na cidade, esconjurou os adoradores de ídolos, ameaçando derrubar os seus templos. Estes o desafiaram. Então, São Pedro investido do poder divino, rogou aos Céus que fizessem ruir o Templo de Apolo. E para espanto de todos, a igreja veio a baixo. Uma pedra da construção acertou uma criança. A mãe aflita foi queixar-se a Pedro, reclamando que era o filho único e agora estava aí, sem vida. Pedro colocou a mão sobre o menino que acordou e começou a falar: “Mãe, por que a senhora me trouxe de volta? Eu estava no Céu, e lá eu era tão feliz!”.
Os três pastorinhos na Cova da Iria, em Fátima, Portugal, no ano de l.917 avisaram que iria acontecer o Milagre do Sol. No dia determinado, o astro-rei se apresentou no firmamento como um disco prateado e começou a girar sobre si mesmo. O fenômeno foi presenciado por mais de 70 mil expectadores.
Muita gente não acredita e chega a ridicularizar a narração de um milagre. Para parar a discussão, vamos a Ele, que assim falou: “Incrédulos, se tiverdes fé, mesmo que seja pequena como um grão de mostarda, podereis ordenar a uma montanha que ela mude de lugar, e ela o fará” (Mt 17,20). A semente de mostarda não chega a um milímetro, mas quando cresce alcança três metros de altura. O Divino Mestre, com exemplo tão eloquente, exibiu toda a sua psicologia. Lamentavelmente, nós humanos só damos valor para a ciência e a tecnologia. Esquecemos mesmo a máxima: Nada se cria, tudo se copia. E Cristo está aí nos desafiando. Antes de curar um doente, sempre o interpelava: “Tens fé?” Hoje, incrédulos, custaria muito fazer a experiência?!...