PENTECOSTES E A MISSÃO DOS BEATOS MANUEL E ADÍLIO

01/06/2026 às 10:14h

Irmãos e irmãs, neste mês de maio celebramos a solenidade de Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu sobre a Virgem Maria e os Apóstolos, reunidos em oração no Cenáculo.

Na tarde do primeiro dia da semana, os discípulos estavam reunidos de portas fechadas por medo. Então, Jesus ressuscitado apareceu no meio deles, saudou-os com a paz e mostrou-lhes os sinais de sua paixão. Com isso, quis revelar que a glória da ressurreição não apaga a memória da cruz; ao contrário, foi precisamente por meio dela que a salvação chegou ao mundo.

Essa passagem nos ensina que não existe verdadeira ressurreição sem cruz. Muitas vezes, também nós somos chamados a abandonar nossas seguranças, deixar para trás o conforto de nossas certezas e sair das “portas fechadas” do medo, da acomodação e da indiferença para anunciar o Evangelho a todos os povos e nações (cf. Jo 20,19-23).

Antes da vinda do Espírito Santo, os discípulos estavam escondidos e temerosos. Porém, quando receberam o Espírito prometido por Cristo, a coragem substituiu o medo, a alegria venceu a tristeza e eles saíram em missão, proclamando as maravilhas de Deus a todos os que os ouviam. Fortalecidos pelos dons do Espírito Santo, tornaram-se testemunhas destemidas do Evangelho.

Em nossa Diocese, celebramos, justamente no dia de Pentecostes, a Romaria dos Beatos Manuel e Adílio. Esta coincidência litúrgica nos convida a contemplar a vida dos dois mártires como um verdadeiro reflexo da ação do Espírito Santo. Assim como os Apóstolos, eles foram enviados em missão para anunciar Cristo em nossa região e fizeram de suas vidas um testemunho de fé e entrega.

O Beato Manuel Gomes González e o Beato Adílio Daronch enfrentaram incompreensões, perseguições e perigos por causa do Evangelho. Ainda assim, não recuaram diante das dificuldades. Sustentados pela graça de Deus e pela força do Espírito Santo, permaneceram fiéis à missão recebida. O jovem Adílio acompanhava com dedicação o sacerdote missionário, demonstrando uma maturidade espiritual admirável para sua idade.

Seus assassinos acreditaram que a morte seria capaz de silenciar sua missão. No entanto, assim como Cristo venceu a morte, também o testemunho dos Beatos Manuel e Adílio permaneceu vivo. Seu martírio tornou-se semente de fé para inúmeras pessoas, e até hoje sua intercessão alcança graças para os fiéis que recorrem a eles com confiança.

Pentecostes nos recorda que a Igreja nasceu missionária. Os Beatos Manuel e Adílio nos mostram que essa missão continua viva em nossos dias. Seu exemplo nos convida a amar Cristo acima de todas as coisas, a permanecer firmes nas provações e a anunciar o Evangelho com coragem, mesmo quando isso exige sacrifício.

Que, inspirados pelo testemunho destes mártires, também nós nos deixemos conduzir pelo Espírito Santo, para sermos autênticos discípulos missionários de Jesus Cristo.

Beatos Manuel e Adílio, rogai por nós!

Fonte: Gabriela Toledo, equipe do Setor de Ação Missionária da Diocese