SÃO JOSÉ, O NOSSO PAI

04/05/2026 às 11:19h

São José é considerado o pai espiritual e protetor da Igreja, não apenas pai adotivo de Jesus. A tradição católica o reconhece como guardião da Sagrada Família, modelo de virtude, justiça e provedor nas necessidades materiais e espirituais. Ele é um poderoso intercessor e guia na vida de fé.

Não é sem razão que a Igreja, no meio da Quaresma, tira o roxo no dia 19 de março e coloca o branco na Liturgia para celebrar a festa de São José, esposo da Virgem Maria. Entre todos os homens do seu tempo, Deus escolheu o glorioso São José para ser pai adotivo do Seu Filho divino e humanado. E Jesus lhe era submisso, como mostra São Lucas.

 

Santo Gertrudes (1256-1302), um grande místico da Saxônia, afirmou que “viu os Anjos inclinarem a cabeça quando no Céu pronunciavam o nome de São José”.

Santa Teresa de Ávila (1515-1582), a primeira doutora da Igreja, a reformadora do Carmelo, disse: “Quem não achar mestre que lhe ensine a orar, tome São José por mestre e não errará o caminho”. E declarava que: em todas as suas festas lhe fazia um pedido e que nunca deixou de ser atendida. Ensinava ainda que cada santo nos socorre em uma determinada necessidade, mas que São José nos socorre em todas.

 

São José foi um homem humilde e justo

O Evangelho fala pouco de sua vida, mas o exalta por ter vivido segundo “à obediência da fé” (cf. Rm 1,5). Deus nos dá a graça para viver pela fé (cf. Rm, 5,1.2; Hb 10,38) em todas as circunstâncias. São José, um homem humilde e justo, “viveu pela fé”, sem a qual “é impossível agradar a Deus” (cf. Hab 2,3; Rm 1,17; Hb 11,6).

O grande doutor da Igreja, Santo Agostinho, compara os outros santos às estrelas, e São José ele o compara ao Sol. Para esse grande santo, Deus confiou Suas riquezas: Jesus e a Virgem Maria.

Por isso, o Papa Pio IX, em 1870, declarou São José Padroeiro da Igreja Universal com o decreto “Quemadmodum Deus”. Leão XIII, na Encíclica “Quanquam Pluries”, propôs que ele fosse tido como “advogado dos lares cristãos”. Pio XII o declarou como “exemplo para todos os trabalhadores” e fixou o dia 1º de maio como festa ao José Trabalhador.

Fonte: Diácono Arildo Crespan
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