A IGREJA EM 2026 É GUIADA PELO EVANGELHO DE MATEUS

04/03/2026 às 10:44h

Como já sabemos, a nossa liturgia dominical, na oferta das leituras bíblicas, segue um ciclo de três anos (A, B, C) que vai se repetindo. Este ano de 2026 será ano A, quando é lido nas Missas o Evangelho segundo Mateus. Esse livro de 28 capítulos é atribuído ao apóstolo Mateus e foi escrito provavelmente por volta do ano 80 em Antioquia, para os cristãos de origem judaica.

Colocaria aqui, no Evangelho de São Mateus, os capítulos 5,6 e 7 como o caminho, a Constituição da Igreja católica, para a nossa salvação. Três capítulos que deveríamos lê-los muitas vezes, porque fazendo o que ali consta, colocando em prática, temos o caminho da nossa salvação.

Em seus escritos, Mateus, Marcos e Lucas contam com detalhes da vocação desse apóstolo, que foi chamado por Jesus enquanto cobrava impostos em Cafarnaum, e logo deixou tudo para seguir o Mestre e ainda deu em sua casa um banquete de despedida para os colegas, sendo Jesus o convidado especial.

Escrevendo para pessoas que conheciam bem o Antigo Testamento, Mateus procura mostrar que Jesus é o Messias esperado, aquele que cumpre as profecias. Por isso, recorda, com mais de quarenta citações bíblicas, os muitos episódios da vida de Jesus em que os textos proféticos se realizam, por exemplo, seu nascimento de uma Virgem, acontecido em Belém, seu exílio no Egito, sua residência em Nazaré, e depois em Cafarnaum, etc.

Esse Evangelho começa com dois capítulos sobre a infância de Jesus, salientando os fatos em que São José é o protagonista, ao passo que Lucas narra a mesma infância destacando a figura de Maria.

Mateus apresenta os ensinamentos de Jesus em cinco sermões: o Sermão da montanha (cap. 5-7), o Sermão apostólico (10), o Sermão das parábolas (13), o Sermão sobre a Igreja (18) e o Sermão escatológico (24-25). Cada um desses sermões é precedido de uma parte narrativa que introduz o assunto do sermão. Para encerrar, vem a narrativa da paixão, morte e ressurreição de Jesus (26-28).

A Boa Nova que Jesus veio trazer é que o Reino de Deus chegou, isto é, o projeto de Deus para um mundo ideal é anunciado a todos. O Reino é inaugurado, cresce e chegará à plenitude. O Sermão da montanha é sua promulgação, o discurso das parábolas revela seu mistério, o discurso escatológico anuncia seu cumprimento.

As parábolas do Reino indicam suas características: inaugurado pelo gesto do semeador, deve crescer e frutificar até a messe final de maneira misteriosa e superando desafios.

E ao iniciarmos um Novo Ano, como é gratificante ouvir Mateus nos apresentando Jesus como Mestre atencioso e compassivo que nos convida a encontrar nele alívio e consolo em nossos contratempos, dizendo:

“Vinde a mim, vós todos os que estais cansados e abatidos e vos darei descanso” (Mt 11,28).

Fiquem na paz e no amor de Deus.

 

Fonte: Diácono Arildo Crespan - Imagem stock.adobe.com
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