Chegou o grande dia jubilar dos 75 anos da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt!
A alegria se espalhou por toda região! Centenas de rostos iluminados, olhos brilhantes e corações que pulsavam unidos! Neste jubileu houve a participação de um grupo da Diocese de Frederico Westphalen, sendo que algumas eram missionárias da Campanha.
Também houve a participação especial de alguns jovens da Diocese, que, juntamente com o seu Ramo, Jumas a nível regional, percorreu 40 quilômetros, desde a casa de nascimento do Venerável Pozzobon até Santa Maria, a fim de participar da romaria da Primavera, conforme tradição do Diácono Pozzobon.
Ao redor do Santuário, cerca de 5 mil pessoas se reuniram para realizar a procissão até o Santuário Basílica da Medianeira onde foi celebrada a santa missa.
D. Leomar saudou os 25 países presentes, pessoas que vieram de muito longe, por isso, eleva um louvor pelos 75 anos da Campanha, nascida do coração ardoroso do Diácono João Pozzobon.
O arcebispo segue dizendo que a Campanha da Mãe Peregrina é a visitação de Maria que continua em nossos dias, a Mãe que atravessa montanhas, entra em cada casa e faz do coração humano um Santuário Vivo.
O testemunho de Pozzobon nos convida a levar Maria pelas estradas da vida, transformando a Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt em gesto de serviço, caridade e anúncio.
Pe. Alexandre Awi Mello conscientizou a todos que os próximos 75 anos serão construídos por todos os missionários, com ardor, amor, criatividade e originalidade.
No Santuário a acolhida foi com fogos de artifícios que se derramaram em muitas cores pelo céu, anunciando que a alegria da terra ecoava no coração do bom Deus. Foi emocionante presenciar 25 países com suas bandeiras e saber que de uma simples e humilde iniciativa do Venerável Pozzobon, hoje, pode-se ver a grandeza nos cinco continentes que tem um mesmo objetivo: salvar as famílias com esta grandiosa Campanha.
Diante do Santuário foi feito o envio de Peregrinas Auxiliares, para os EUA, a Argentina, a República Dominicana, o Paraguai e o Brasil.
Pela vontade de Deus, um único homem pôde mover o mundo inteiro.
Os filhos do Venerável Diácono são: Humberto, Petrolina, Vilma, Nair Pozzobon, in memória: Otília, Eli e Ari. Uma das filhas comentou: “Para mim, o meu pai sempre foi santo.”
Campos verdes, flores coloridas e um lugar onde é possível imaginar João Luiz Pozzobon ainda menino, correndo pelos campos. Assim é o município de São João do Polêsine, na Quarta Colônia de Imigração Italiana que foi visitado pelos congressistas.
Pesquisa, profundidade e novos conhecimentos marcaram o Congresso internacional que foi de caráter acadêmico. Reuniu pesquisadores, teólogos, estudantes e membros do Movimento de Schoenstatt em Santa Maria, Brasil, na Universidade Franciscana.
A abertura aconteceu no dia 9 de setembro, com cerca de 260 participantes de 14 países: México, Índia, Brasil, Argentina, Colômbia, Chile, Equador, Espanha, Paraguai, Porto Rico, Portugal, Itália, EUA e Alemanha.
Em sua fala de abertura, o presidente da Presidência Internacional de Schoenstatt, Pe. Alexandre Awi Mello, disse: “Hoje viemos todos seguir os passos do Venerável Diácono João Luiz Pozzobon, agradecer pela sua vida fecunda e aprofundar-nos em sua obra, que continua a inspirar e a transformar a Igreja a Igreja e a sociedade.”
De Roma, participou do Congresso o relator da Causa de Pozzobon, Monsenhor Melchor Sánchez, disse estar emocionado por poder conhecer os lugares onde Pozzobon viveu. Em sua fala afirma que ele é um exemplo de diácono permanente que nunca abandonou sua família, por causa da missão. Viveu a consagração a Maria na mais alta profundidade e destacou-se pelo amor à eucaristia.
O arcebispo de Santa Maria, D. Leomar Brustolin, estava impressionado ao ver quantas pessoas conhecem Pozzobon pelo mundo todo. Segundo suas palavras ele é “o santa-mariense mais conhecido no mundo”.
A Vice-reitora da Universidade Franciscana, Solange Fagan, recordou que como diretora de escola, vários anos atrás, recebia João Pozzobon, junto com as crianças, para rezar o terço.
Entre outras autoridades, também estava presente o prefeito de Santa Maria, Rodrigo Decimo e a assistente do Conselho Geral das Irmãs de Maria, Ir. M. Ana Teresa Rückauer.
Segundo D. Leomar, João Pozzobon, com seu trabalho, antecipou o conteúdo dos Documentos de Medelín e Aparecida, especialmente pelo seu compromisso com os pobres e a centralidade na família. Ele também previveu as novidades do Concílio Vaticano II em vários aspectos.
A Prof. Dra. Maria Medianeira Padoin resgatou a religiosidade da imigração italiana e como isto impactou a trajetória de João, desde seus antepassados. Também explicou que todo registro fotográfico, documental e histórico da Causa Pozzobon foi feito por acadêmicos das universidades de Santa Maria.
Em seguida a Prof. Dra. Marta Rosa Borin trouxe o contexto histórico e religioso da cidade de Santa Maria. Ela destacou as tensões religiosas envolvendo protestantes e maçons contra a fé católica. Estas tensões João chamava de ‘ventos contrários’.
Irmã Maria da Graça aprofundou a espiritualidade de Pozzobon, dizendo que a chave é a oração, o diálogo contínuo com Maria.
Pe. Alexandre explorou a ação evangelizadora de João Pozzobon como uma corrente de vida, traçando paralelos com o modelo de Igreja atual. Destacou 10 aspectos de seu trabalho que se aproximam da visão de Igreja sonhada pelo Papa Francisco e assumida pelo Papa Leão XIV, entre eles: uma Igreja em saída, Igreja mariana, da piedade popular, misericordiosa e sinodal.