Mateus e Lucas, nos seus evangelhos, narram o episódio em que Jesus chega em Jerusalém, a capital do seu País, e depara com a grandiosidade do Templo. Os apóstolos entusiasmados exclamam: “Veja, Senhor, a beleza desta construção”. E Cristo: “Sim, só que a Cidade será cercada, destruída e não ficará pedra sobre pedra”. E chorou amargamente. O Historiado Flávio Josefo conta que quando Jerusalém foi sitiada, a fome foi tanta que uma mãe, que tinha vários filhos, matou um deles e o cozinhou para alimentar os outros filhos. E os vizinhos, sentindo cheiro de carne assada, assaltaram aquela residência e levaram aquela comida humana.
Quando estive em Israel, o guia contou que Jerusalém foi destruída dez vezes. E ainda hoje, a Pátria de Jesus está em guerra. Aliás, parece que está sempre em guerra. Talvez esteja pagando a culpa de crucificar o seu Salvador. E o cidadão Jesus derramou lágrimas, sabendo o doloroso futuro de sua Pátria. Pergunta-se: O Leitor conhece algum político, deputado ou vereador, que chorou pela sua cidade ou município? Todos se dizem patriotas. Mas patriotismo autêntico só se conhece o de Cristo.
Além do amor pela sua Terra, Cristo também era Culto. Falava fluentemente três idiomas: o hebraico, o latim e o grego, aprendidos na sinagoga. Lá também se doutorou no conhecimento das Sagradas Escrituras, que Ele citava seguidamente, para fundamentar a sua doutrina. Muitos alunos saem da escola, quase tão analfabetos quanto entraram. Alguns deixam o Fundamental e nem a tabuada conhecem.
Cristo foi igualmente um médico patriota. Lógico que a maioria das curas Ele as executava através da sua natureza divina. Todavia, curava sem administrar remédio algum. E sempre gratuitamente. Fez os cegos ver, os surdos ouvir e os coxos andar. É que tinha compaixão daqueles seus compatriotas enfermos.
Profissional competente adquiriu a experiência na oficina de sua pai José. Era conhecido pelo trabalho, executado na carpintaria. Durante trinta anos bebeu a habilidade em fazer móveis e utensílios, tanto que certa vez, bem mais tarde, fabricando prodígios que deixava perplexa a multidão, alguém exclamou: “Como pode este homem realizar tais façanhas, pois não é Ele o filho do carpinteiro?”
Patriota completo era expert também nas lides agrícolas, como o demonstram as ricas parábolas. Dissertava sobre o plantio da semente, a cultura da uva e da figueira e a criação de galinhas e ovelhas. Ele mesmo se comparou a uma choca e se dizia pastor. Identificou os pobres e pecadores como ovelhas, conduzidas por um péssimo pastor, que as abandona quando surge o lobo ou o assaltante.
No Sete de Setembro, ao celebrarmos o aniversário do Brasil, façamos um exame de consciência e perguntemo-nos: Somos nós cidadãos competentes que honramos nossa Pátria como Cristo honrou a sua? Somos alguém que a faz progredir ou somos um peso morto que os outros têm de nos sustentar?