A FÉ DE SÃO TOMÉ

07/07/2025 às 13:47h

Na primeira semana de junho, tivemos a alegria de celebrar a festa litúrgica do Apostolo São Tomé, conhecido pela sua linda profissão de fé na Ressureição de Jesus, “Meu Senhor e meu Deus!” (JO 20,28). O episódio escrito por São João, vemos que São Tomé não estava junto com os discípulos no dia da ressureição, no primeiro domingo da Pascoa, e quando os outros discípulos foram lhe transmitir o que tinha acontecido, este não acreditou, e diz que apenas acreditaria se encostaste os dedos em suas chagas, “Se eu não vir as marcas dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei” (Jo 20,25). E o grande mistério começa aqui, em que dias após, no domingo instituído por São João Paulo II, como o “Domingo da Misericórdia” para celebrarmos neste dia, Jesus aparece novamente aos seus discípulos, só por Tomé, apenas um, mas que por misericórdia de Jesus, para que ele pudesse assim finalmente acreditar no Jesus ressuscitado com um ato de fé profundo e completo.

Ele que se inclina humildemente mudando a sua incredulidade diante de Jesus, ao ver o corpo glorioso coberto de chagas, reconhece a divindade de Jesus, ou seja Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, uma declaração de fé e tal forte repentinamente, apenas se dizem que Jesus é o Senhor aqueles que estão sobre a ação do Espírito santo, possivelmente foi concedida pela graça do Espírito santo, permitido por Jesus, para que está linda profissão pudesse chegar até nós como modelo e exemplo.

São Tomé, na primeira vez em que Jesus apareceu aos discípulos reunidos, São Tomé estava ausente, podemos considerar que ele por medo e como Jesus o chama de incrédulo, não estava reunido na comunidade dos apóstolos, como dizem os Santos Padres, que é na vida comunitária o local aonde fé dos apóstolos que em comunidade se fortalecia, e Jesus aparece a eles na ausência de Tomé, e após, ele não acredita no testemunho dos apóstolos, ele quer ver Jesus pessoalmente, quer ter essa experiência com Jesus, e Jesus aparece novamente aos apóstolos, e João Evangelista destaca como em todo o evangelho que agora Tomé estava presente com os Apóstolos, Jesus dá esta experiência, aparece novamente por causa dele, e pede que encoste nas suas chagas, do seu corpo glorioso e vitorioso, que faz ele dar uma linda resposta de grande fé, e Jesus mostra e ensina que a fé não se deve ser apenas acreditada somente por milagres, ter assim uma fé como a de Tomé e alimenta-la.

Celebrando a festa deste grande Santo, recordamos principalmente com grande ênfase a fé divina em nossas vidas, as suas raízes que podemos ver como exemplo também na declaração de Pedro a respeito da resposta de Jesus à pergunta sobre quem Ele era e o que diziam que Ele era,  "não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu" (MT 16, 17), somente podemos professar esta fé no Senhor quando nos deixamos ser tocados e entregues a sua vontade, assim por graça do Espirito Santo, estaremos em uma total união com o Senhor. É necessário dar um primeiro passo para crer, por vontade própria, ir ao encontro dele, ter uma disposição para crer no invisível como Jesus diz a Tomé: "Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!" ((JO 20,29), todas as obras sobrenaturais do antigo testamento e a obra da redenção, mistérios sobrenaturais para que nós pudéssemos crermos no invisível, e aqui que a fé deve se basear e dar o início e insistir, crer nos textos da sagrada escritura, professar fé por meio da oração do creio, nas matérias do pão e vinho que se transformam em corpo e sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo na Santa Missa, mistérios sobrenaturais e invisíveis, deixado por Jesus para realizarmos em sua memória, e acha-lo, encontra-lo, e colocar nisso o rumo de nossas vidas, alimentando diariamente esta fé, com amor pelo Senhor, precisamos ter essa disposição de ir atrás destas coisas, e se entregar a vontade do Senhor, como quando fomos batizados, por graça do Espirito Santos que infundiu em nossas almas as virtudes teologais  que passam a habitar em nossa alma como dons sobrenaturais de nossas ações, nos capacitando a viver uma vida em total entrega ao Senhor, sendo pela fé no Senhor e nas formas que Ele se revelou e se revela a nós, com uma grande disposição de amor ao Senhor e com esperança que temos do amor do Senhor, a confiança, fidelidade e misericórdia que nos sustenta em nossa dificuldades, recebemos elas por Deus por motivo e fim, que se realiza nele, em nossas disposição de entrega ao seu amor.

São Tomé ainda que possa ter no início sendo incrédulo, no final mostra o exemplo de fé sólida que devemos ter no Senhor, ele não viu somente um homem ressuscitado, não um simples homem, mas o próprio Deus que se fez homem e habitou entre nós, “Meu Senhor e meu Deus!” (JO 20,28), o primeiro a Reconhecer a divindade de Jesus, ele o chama de Meu Deus, se entrega a Ele, deixa-se ser tocado por Jesus, e Jesus da uma experiencia de amor a ele, para que pudesse ir além da sua pequena fé e professar o seu amor a Ele, é este o exemplo que ele nos mostra, ter uma fé firme como uma rocha, mas crer, no visível e no invisível, professa-la todos os dias, não basta crer somente nos milagres, crer em muito mais, crer que Jesus é o Senhor e nós somos os seus escravos de amor, dispostos a fazer a sua vontade, reconhecendo humildemente a nossa incredulidade e pequenez diante do Senhor e nos ajoelhar diante de sua presença no Santíssimo Sacramento e professarmos como São Tomé: Meu Senhor e Meu Deus.

Fonte: Guilherme Wacheleski - Seminarista - Seminário Maria Mater Eclesiae