E AS URNAS FALARAM

03/11/2026 às 15:20h

Domingo próximo passado, Luís Inácio Lula da Silva foi eleito pela 4ª vez como Presidente do Brasil. Fato inédito na história deste país, e acredito que mesmo no mundo inteiro, não sei se algum mandatário chegou ao ápice do poder por quatro vezes. É inegável a popularidade, o talento político e os dotes socias deste Cidadão para chegar a tal conquista. E todas as quatro vezes, foi alçado ao poder máximo pelo voto popular, através das urnas, dentro do legítimo sistema democrático.

Após este preâmbulo, podemos raciocinar o que espera o mandatário da Nação. Penso que posso elencar três problemas graves que estarão a exigir esforço, energia, denodo, descortínio e muito trânsito político, pois necessitará do apoio das duas casas legislativas: o Senado e a Câmara Federal. E lá, frequentemente os aliados não são os mesmos das urnas.

1º Entrave – O caixa do Governo está zerado. Não há dinheiro disponível para obras e até para fazer frente às despesas rotineiras. Terá de fazer empréstimos? Mas aí os juros morderão com força no orçamento. Terá de aumentar impostos? Então, o povo reclamará, e com razão, porque irão argumentar: Elegemos alguém para aliviar nossas finanças, e agora somos presenteados com os tributos antipáticos.  É um tremendo abacaxi que o Presidente terá de descascar logo que entrar no palácio.

2º Entrave – Segundo algumas pesquisas dos últimos meses, quase 70% das empresas brasileiras estão inadimplentes. Isto quer dizer que estão devendo. Isto quer dizer que ou atrasam o salário dos empregados ou tem de prorrogar o vencimento das duplicatas, o que representa ainda mais encargos financeiros. E qualquer instituição, seja o Governo, uma empresa ou mesmo o nosso lar, EM DÍVIDAS, provoca uma situação  tremenda de intranquilidade. O que fazer?

3º Entrave  - Nosso pequeno agricultor, que o que reside na Região, está castigado como nunca pelas intempéries. Chuvas torrenciais impedem a cultura agrícola, seja para o plantio, seja para a colheita. Um sociólogo escreveu: “Se o comércio ou a indústria vão mal, todos sofrem. Se a agricultura vai mal, morreremos todos...” O que faz o colono se a safra frustra. Não tem segundo tempo.  E nem quero mencionar a dramática situação daqueles moradores à beira-mar que tiveram de abandonar suas propriedades, invadidas pelas chuvaradas. Ou que vivem à margem de rios, cujos níveis escapam das margens, causando estragos devastadores. Muitos estão ao abrigo de parentes ou amigos, pois perderam tudo.

Pois é, Sr. Presidente Lula. Os desafios são enormes. E os sacrifícios, que ninguém gosta de fazer, se impõem. Que Nossa Sra. Aparecida, padroeira do País, inspire suas ações que, com certeza, são bem mais árduas do que vencer eleições!

 

Fonte: Lirio Zanchet