Em 22 de abril de 1.500 o português Pedro Álvares Cabral descobre o Brasil, pondo os pés pela primeira vez em nossa Pátria. Como era um tesouro em tamanho e riquezas, logo se tornou alvo da cobiça de muitas outras nações. Já em 1.555 os franceses, comandados por Vellegagnon, invadem o País, fundando a França Antártica. Em 1.637 aparecem os holandeses, sob a batuta de Maurício de Nassau que aqui se instalam, atraídos pelo comércio da cana de açúcar. São expulsos por uma trindade brasileira: o português João Fernandes Vieira, o negro Henrique Dias e o índio Felipe Camarão. Percebe-se que a semente da independência e da soberania começava a germinar. Antes, porém, de frutificar, rolam muitas cabeças de inconfidentes, destacando-se o Mártir Tiradentes. Este autêntico patriota discursava: “Se todos quiserem faremos deste País uma grande Nação. Esta Terra há de ser um dia maior do que a Inglaterra”. Então, em 7 de setembro de 1.822, às margens do Ipiranga, D. Pedro I desfere o grito da Independência, cortando definitivamente os laços com a Coroa Portuguesa. O Brasil alcança sua maioridade, torna-se uma nação soberana, constitui-se País. Ou era a Liberdade, ou era a Morte!
Contudo, o Brasil continuava a ser cobiçado por potências estrangeiras. Ficou famosa a batalha naval do Riachuelo, em 1.865, em que o Almirante Barroso chamou as tropas à responsabilidade com a célebre frase: “O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever”. Abro um parêntesis para uma sentença moderna de um empresário que com ironia, parafraseava: “O Brasil espera que cada um compre sem dever...” Devo encaixar mais uma luta da Guerra do Paraguai, a de Itororó, em 1.868, quando nosso imortal general Duque de Caxias, desembainhando a espada, colocou-se à frente das tropas, enfrentando as balas e o inimigo, com a proclamação: “Quem for brasileiro, siga-me”! Vale ainda citar sentenças carregadas de virtude e valor: “O patriotismo consiste sobretudo no TRABALHO” – Rui Barbosa. E esta outra, de Monteiro Lobato: “Um país se faz com homens e com livros”. Pelo acima exposto, conclui-se de sobejo: inúmeros capítulos da História do Brasil foram escritos com sangue.
Obrigo-me a justificar o título acima. Há dias, uma turista que esteve na Suíça, me reportava: 1º Lá, usam diariamente o trem. E os usuários compram o ticket, com antecedência e colocam o bilhete, sem ninguém conferir. Pode-se até viajar durante um ano de graça, pois o sistema confia na honestidade dos cidadãos. 2º Comprei um celular e esqueci no táxi. À tarde, vieram entregá-lo em casa, pessoalmente. 3º Por descuido, deixei numa loja a minha bolsa, com cartão, celular e carteira de dinheiro. Voltei no dia seguinte, e lá estava a bolsa, guardada, inviolável, nada faltando. Pelo jeito, os suíços não exportam apenas relógios. Talvez modifiquemos as palavras da Bandeira e escrevamos: Patriotismo e Honestidade. O Brasil necessita por demais de filhos que SIRVAM À PÁTRIA, e não que se sirvam dela. Que a amem, ao invés de explorá-la.