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Catedral Santo Antônio - Frederico Westphalen

Histórico Pároco Vigário Galeria de fotos Contato


Catedral Diocesana
Paróquia Santo Antônio


    A Catedral difere das demais igrejas da Diocese por ser, ao mesmo tempo, Paróquia e Igreja do Bispo “Cátedra”, ou “cadeira” da qual se ensina). Não é sem justos motivos que Frederico Westphalen sedeia sua sede episcopal. Embora com poucos anos de existência, em comparação com outras cidades, Frederico, graças ao bom elemento humano que o compõe, pôde ser escolhida como sede da Diocese. Muito disso devemos ao Monsenhor Vitor Battistella, o pai de Frederico Westphalen.

Barril
   
    Monsenhor Vitor Battistella, descrevendo a paisagem da região que ele conheceu e percorreu por mais de trinta anos, poetizou: “ No começo tudo era selva espessa cobrindo a área de nossa atual cidade, de imenso tapete verde escuro. O ciciliar dos ventos, o trinado das aves, o rugido de alguma ferra errante e o estalido de galhos secos sob o passo apressado dos animais silvestres eram as vozes que rompiam o silêncio daquela majestosa solidão”.
    A 18 de outubro de 1917, em Fortaleza (Seberi) é derrubado o primeiro pinheiro, inaugurando oficialmente a abertura da estrada que levaria até as Águas do Mel (Irai), substituindo os velhos e diversos piques que talhavam as matas subtropicais da região. Esta estrada visava abrir acesso às então afanadas águas minerais do Mel e do Prado e incentivar a colonização da faixa sertaneja do vale do Rio Uruguai e afluentes, até então povoada por alguns lusos entocados e, mais remotamente, pelos índios Guaranis e Caigangues. Seus trabalhos de abertura foram chefiados pelo Engenheiro Frederico Westphalen, então chefe da Comissão de Terras e Colonização de Palmeira.
    A 5 de fevereiro de 1919, a turma de exploração da estrada encontrou um nascedouro sombreado por vastas árvores antremeadas de touceiras de taquaruçus. Para facilitar o aproveitamento da água foi colocado um barril e adaptado uma taquara lascada à moda de bica até a vertente. E o barril encheu e transbordou. Todos os transeuntes podiam beber com fartura a água cristalina. A partir de então o “BARRIL” identificou o lugar que herdou seu nome.
    A partir de 1919, nas cercanias do “Barril” começaram fixar-se colonos, vindos na maioria das “colônias velhas”, onde se verificava uma escassez de tarras pelo excedente populacional, além das carestias provocadas pelas secas e a praga de gafanhotos que os obrigava a imigrar. Entre os intrépidos pioneiros enumeramos:

Otacílio Moreira
José e Arthur Grassi
João da Luz
Domingos Balem
Francisco e João Ganzer
Adão e Carlos Norloff
Máximo Ambrosi
Rodolfo Bazzanella
Luiz Braz
Antônio, Narciso, Júlio e Arthur Milani
André e Aníbal Bertoletti
José Felippi
José Ponssoni
Natal, João, Otávio e Angelo Francescatto
Angelo Bergamaski
José Vanelli
João Piton
José Romitti
Rodolfo Barbieri
Antônio Bonai
Ermenegildo Fiametti
João Busato
Pedro Simo Sanvido
Abel Trombetta
Aníbal Orlando
João e Paulo Trevisol
João Gatiboni
Carlos Stocco
Romano Motta
Cassiano Simonetti
Constante Schatkoski
Francisco, João e Pedro Viachorek
Antônio Kubicheski
Adão Wiroski
Emílio Iohan

Capela

    Todas essas famílias vindas de famílias religiosamente tradicionais. Portavam uma fé robusta e inquebrantável, o que auxiliou muito na superação das provações e dificuldades enfrentadas na epopéia da ocupação desta região hostil. Somente com a coragem indômita puderam suportar as privações econômicas dos primórdios. Foram bravos na superação dos incômodos provocados pelos pseudo-revolucionários, que aproveitando a passividade dos colonos, saqueavam os poucos pertences e espalhavam o temor.
    Já em 1919 os moradores se reuniam num desboscado onde sobre a corte de um tronco de grápia colocavam uma estatueta de Santo Antônio com uma vela. Aí, em comunidade, dominicalmente, rezavam o terço, com ladainha e em latim, sempre com os bons ofícios do capelão eleito entre os membros. Assim buscavam graças e conforto.
    Com a sobrevinda de mais moradores foi levantada uma capela rústica, que passou a ser visitada pelos Vigários de Palmeiras. Em março de 1922 esteve o Pe. Manuel Roda, conferindo batismos. Também atenderam o núcleo o Pe. Manuel Gómez Gonzáles, Pe. Luiz Paulo Quattropanni e, a partir de 1930, o Pe. Valentin Ferrari. Encontramos a data 6 de fevereiro de 1923, com a ereção da capela de Santo Antônio no lugar.


A Igreja Que Nasceu Catedral

Início Da Construção:


    Na manhã do dia 18 de setembro de 1950, com a derrubada de coqueiros e ao espocar com foguetes, iniciaram-se os trabalhos de limpeza do solo. As valas para os alicerces foram abertas por agricultores voluntários. As pedras para os fundamentos foram transportadas em carroças.
    Estava iniciada a construção do templo famoso que faria e faz a estupefação dos paroquianos. Cumpria-se o vaticínio de Mons. Vitor Battistella: “Caminheiros que por aqui transitarem, perguntarão assombrados: quem fez este templo famoso?”. Era sólida e firme a vontade do vigário em levantar o templo.
A Planta De Ticiano Bettanin

    São 1.320 m3  de pedra maciça plantada numa profundidade de 4 metros. A construção praticamente dispensa o ferro.  Não há viga sustentando os 1.185.000 mil tijolos maciços, que formam as paredes, em cujo levantamento de apenas cal e areia, não entrou a colaboração do cimento. Estas paredes, ou melhor, estes paredões, começam com 60 cm de base e acabam com 40 cm. Nos 53 metros de comprimento estão enfileiradas 34 colunas; torneadas pelas mãos hábeis de Guidini, que também para elas dispensou a rigidez do ferro. Destas colunas partem os arcos que vão se encontrar no teto como duas mãos em prece, todo ele de estuque. A porta tríplice de entrada, ostenta no alto o coro, ornamentando pelo vitral de Santa Cecília, padroeira dos cantores. O projeto da Catedral tem algo em Niemayer, formando uma cruz. O tronco central da cruz constitui a nave onde permanece o povo, a cabeça da cruz aloja o presbitério, local onde se desenrola o culto, ocupado pelos presbíteros e acólitos; e os braços laterais da cruz, um prolongamento da nave, oportunizando maior espaço para os fiéis. Todas as janelas, autênticas aberturas góticas, são constituídas de vitrais com motivos litúrgicos. A Via Sacra segue sua trajetória, nas 14 estações, pelas laterais da Igreja. A pintura da Catedral é um catecismo em imagens, ensinando ao cristão que tiver os olhos abertos em qualquer direção. No alto  estão os sete sacramentos, através da eloqüente simbologia, colocadas à disposição do homem, com sinais sensíveis, eficáveis e gratuitos da graça. Os biógrafos de Cristo, Mateus, Marcos, Lucas e João, acompanhados com seus símbolos característicos lembram que o Mistério de Deus feito homem para salvar o homem, foi por eles testemunhado e registrado. A obra é um desafio à moderna engenharia que só sabe raciocinar em cima de cimento armado.
    Naquela época não se conhecia guincho, nem bitorneira. A argamassa era misturada com enxada e puxada com baldes. Os operários não eram diplomados. Contam que Ermínio Minussi trabalhou de graça 4 dias como servente em troca do aprendizado. Apesar disso, todos estavam registrados, como manda a lei trabalhista, e recolhiam suas taxas ao Instituto de Previdência. Durante os nove anos de trabalho, jamais ocorreu um acidente, exceto com um viajante de Santa Cruz que, hospedado no Hotel Franciscatto, próximo a construção, voltando tarde da madrugada,errou a escada do hotel e embrenhou-se nos andaimes da Igreja despencando do coro. Foi socorrido pelo próprio Monsenhor. Também Antônio Ruaro, caindo no buraco do alicerce, quebrou uma perna, quando atendia o Cinema Recreio, uma outra fonte de renda da paróquia.
    Homem de total confiança de Monsenhor Vitor, o contra mestre Otávio Guidini recebia os cheques assinados em branco e fazia os acertos no Banco Agrícola Marcantil.

Os relógios

Monsenhor Vitor não esqueceu de munir as torres da Igreja com relógio gigante, fabricado em Estrela. Propiciava a todos os moradores dos quatro pontos cardeais verificar as horas, quando batia o sino de 15 em 15 minutos. Uma máquina movida de pêndulo com peso de 150, 75 e 50 Kg cada, faz funcionar o cronômetro de Santo Antônio.
A pintura interna

    Monsenhor contratou Emilio Zanon, patrício de Rafael, que se esmerou no máximo para deixar no interior da Igreja, a marca de seu pincel. Sabia produzir quadros com incrível maestria, às vezes copiados de um simples catecismo. Era temperamental. Faltando-lhe a inspiração, para o trabalho ia pescar. Novamente inspirado, lançava as tintas e jogava as figuras nas paredes. A crucifixão de Cristo foi pintada em três dias.
   
Orçamento da obra

    A previsão de gastos foi orçada em Cr$ 3.800.000,00. Na realidade, gastou-se Cr$ 24.887.254,00. Para raciocinar em valores de hoje, basta saber a festa de Santo Antônio naquele ano rendeu Cr$ 100.000,00; seriam então necessárias 240 festas de Santo Antônio e conseqüentemente 240 anos para completar a construção. Foi concluída em 9 anos.

Como Monsenhor conseguiu o dinheiro

    A par de seus dotes psicológicos, de sua liderança inconteste e de sua força de persuasão, usava uma artimanha simples. Incentivava o capital, estimulava o desenvolvimento, ajudava a plantar... e na hora da colheita lá estava ele, como representante do governo divino, a cobrar o imposto. No dia da coleta, entrava nas propriedades, arrebanhava bois e suínos, repontava galinhas, ensacava toneladas de trigo e feijão e estabelecia a quota em espécie para os comerciantes e bodegueiros. Era um choro do flagelado. Imagine-se que a região tinha predominância de gringos. Mas, feita à prestação de contas no púlpito, do resultado da coleta, especaçada a vaidade do doador, pela leitura do nome na Rádio Luz e Alegria, o cristão sentia-se feliz por ter doado o seu sangue e seus meréis pela cruzada de Deus. E também é verdade, tradicionalmente transmitida por gerações, que não faltava pão na família que dava trigo para o altar. Estas atitudes capitalistas do Monsenhor mereciam profunda reflexão para muito pregador socialista. Poderia não haver luxo na época. Mas miséria, exploração e injustiças sociais não constavam no dicionário de Monsenhor Vitor Battistella, que sabia contornar estes vocábulos, sem precisar apelar para a cubanização do país. E assim se plantou a Igreja de Santo Antônio, hoje Catedral Diocesana.
Para orgulho do povo Frederiquense;
Para memória de Monsenhor Vitor Battistella;
Para glória e louvor de Deus.

As Torres

    As duas torres escalam os céus, arremessando suas pontas para o alto. São 63 metros de construção, constantemente mostrando Deus aos homens. O Cristo Redentor, do alto do Corcovado, abençoa o Brasil; Cristo Redentor, do alto da Catedral, abençoa Frederico Westphalen. Com os braços abertos está chamando o povo num complexo de amor. “Vinde a mim, meu jugo é suave, meu fardo é leve”.
    A Igreja Catedral, inserida dentro da cidade episcopal sobressai pela sua majestade. Enquanto os homens colocarem Deus no centro de sua existência, enquanto os valores materiais, não fizeram concorrência com os espirituais, enquanto a criatura se convencer que não adianta entesourar riquezas que as traças consomem, a morte de um Deus não terá sido em vão. E, a Catedral de Frederico Westphalen, a 7º maravilha arquitetônica religiosa do Brasil, será eternamente um sermão em pedra da fé hércula do seu povo.

                            Lírio Zanchet



Projetos Sociais

Depoimento

    A aluna Sueli Lemos Pereira destaca que ser alfabetizada representa conseguir melhorar a qualidade de vida. “Tenho muito a agradecer à professora Otília, pois já consigo auxiliar meus filhos nos estudos”, completa.

    Outra aluna descreve que participar do projeto é uma grande oportunidade, pois está com 56 anos e havia estudado apenas até a 2º série.

Critério De Seleção

    Para ingressar nas oficinas, os coordenadores do Projeto É PRECISO REPARTIR MEU VIVER COM TODOS sempre procuram as pessoas que mais necessitam, mas também é levado em consideração se elas querem participar, pois precisam trabalhar para serem beneficiadas.

Doações

    A Esquina da Solidariedade recebe das empresas frutas, para fabricar chimias, farinha, açúcar e outros produtos, também recolhidos na Campanha do Quilo, feita no segundo final de semana do mês, na Igreja Catedral. O empresário da Arbaza, Leonir Balestreri, doa feijão, e outras duas empresas doam miúdos  de porcos, que são distribuídos aos que participam do projeto.

    Os coordenadores do projeto aceitam doações, desde recursos financeiros, até alimentos, roupas e calçados usados.

    A Esquina da Solidariedade atende de segunda às sextas feiras das 9 às 11 horas e das 13:30 horas às 17:00 horas. Os interessados em fazer doações podem entregá-las no próprio projeto ou ligar para 3744-1071 (Arildo ou Idoli) ou também na secretaria da Paróquia da Cátedra, no horário comercial.

Gratificação

    Os coordenadores, Arildo e Idoli Crespan, já aposentados, enfatizam que é gratificante trabalhar com as pessoas mais necessitadas, pois se alguém não estender a mão dificilmente estas pessoas conseguirão ter outra expectativa de vida. “Não podemos ter a pretensão que vamos salvar todos, mas aquele um que ajudei, vai dar a mão para mais um e formaremos uma corrente”.


Coroinhas

    Coroinha é o menino ou menina que, nas igrejas, exerce funções de auxilio ao que preside a assembléia, especialmente os padres. Ser coroinha não é um privilégio. É um serviço, um ministério. Temos em nossa paróquia da Catedral 400 coroinhas. Os coroinhas têm a oportunidade de iniciar e realizar sua caminhada de Igreja, ao encontro do Senhor. A eles possibilita-se que aceitem essa tarefa importante na comunidade. O coroinha não é um enfeite, mas alguém, que servindo ao altar, está fazendo crescer a comunidade.
    Juntos os coroinhas formam um grupo no qual poderão encontrar união, compreensão, confiança e estima, coisas de que tanto precisam.

O que se exige de um coroinha?

    Do coroinha exigem-se piedade, postura, respeito para com os ministérios, respeito para com o sacerdote, respeito e atenção para os fiéis da assembléia, respeito e atenção para com os fiéis da assembléia, respeito para com o templo (desde cedo ele deve se acostumar a tratar santamente o lugar sagrado).
    A maior parte das paróquias possuem um corpo de coroinhas bem preparados e se faz uma escala para o serviço do altar. Noutras, alguns meninos aparecem e ajudam, e sem maiores exigências.
    Na catequese de 1º Eucaristia, surgem sempre alguns meninos que demonstram ao padre seu desejo de ser coroinhas. Compete ao pároco, ou a quem lhe faça às vezes nesta área, escolher aqueles que deverão preparar-se para o ofício de coroinha.
    Todo coroinha, como o membro atuante da comunidade, deve ter sempre consciência de seus compromissos e responsabilidades, conhecendo e desempenhando com amor, fé, disciplina e comportamento exemplar, esta importante vocação: o chamado, desde cedo, de servir a Deus e a sua Igreja.


Redevida – O Canal Da Família E Da Boa Notícia


    Transmitindo em Canal Aberto para 23 capitais, para 61,6% da população e alcançando 81,4% di IPC, a Rede Vida oferece aos seus telespectadores uma nova visão do País. Ao contrário das demais redes de televisão, que mostram o Brasil aos brasileiros, geralmente do ponto de vista dos grandes centros, a Rede Vida mostra os brasileiros ao Brasil.
    A Rede Vida possui retransmissora em todos os estados, abrindo espaço para a manifestação das culturas de cada região. Assim os brasileiros podem não apenas conhecer o Brasil, mas, também, mostrar ao Brasil sua cultura, seu trabalho, seus produtos.
    A Rede Vida considera o telespectador um cidadão inteligente, moderno e participativo, dessa forma, conceitos, como confiança, credibilidade, verdade, eficiência, inovação e profissionalismo estão sempre presentes em todas as suas realizações. Por isso investe cada vez mais na diversificação e ampliação da sua programação para atender aos interesses e necessidades dos telespectadores.
    A Paróquia da Catedral, adquiriu uma Retransmissora da Rede Vida no ano de 2001, acreditando ser um Canal que realmente pudesse ajudar as nossas famílias na evangelização. Foi uma aquisição que realmente deu resultados positivos pois atinge um raio de abrangência de 20 a 25 Km. Assim muitas famílias estão bem beneficiadas pelo canal 16 em UHF. Parabéns Frederico Westphalen por acreditar na Rede Vida, e com orgulho podemos dizer que Frederico tem a Rede Vida, o Canal da Família e da Boa Notícia. Siga a estrela da Rede Vida.

O Monumento A Cristo Rei

    Como surgiu a idéia de sua construção? Quando o Papa João Paulo II., em preparação do encerramento do 2º Milênio cristão, no limiar do novo milênio, decidiu dedicar os anos 1996, 1997 e 1998 às Três Pessoas as Ssma. Trindade, o ano de 1967 foi marcado como Ano de Jesus Cristo, o Salvador do mundo. Pensou-se o que se poderia fazer para perpetuar entre nós o Ano de Jesus Cristo. Os padres da paróquia da Catedral, com um grupo de leigos esclarecidos, chegaram a conclusão que seria viável a construção de um Monumento a Cristo, Rei do Universo. A idéia, com a aquiescência do Bispo diocesano, tomou vulto, com bastante celeridade se concretizou, com o apoio da comunidade frederiquense. Pouco antes, a paróquia da Catedral recebera significativa doação de terras numa aprazível colina a 7 Km da cidade, para lá volveu-se o olhar, escolhendo o ponto mais adequado, com a melhor panorâmica possível. Estudando o assunto, todos concordaram. O doador das terras, Lindo Angelo Cerutti, mostrou-se o mais entusiasmado. De acordo com o pároco, mandou-se fazer a planta e preparar o terreno. A Prefeitura fez terraplanagem.
    Como se tratasse de um Monumento religioso, cuido-se que a Imagem de Cristo Rei assentasse sobre a cúpula fundida de uma Capela de pedras de basalto, bastante ampla para servir ao culto litúrgico. O problema foi a fatura da Imagem, que deveria ser de bronze e não de concreto. Não foi fácil consegui-la. Algumas firmas do Estado se ofereceram a fornecer a imagem com preços inferiores. Todavia, não confiamos no seu bom êxito. Finalmente acertou-se com a Firma Gran Metal de Goiás, que executou a imagem de bronze, de 6 mt de altura,  com agrado de todos, embora o preço fosse assaz elevado. Em poucos meses a estrutura do Monumento se achava concluída. Acrescentou-se a torre, toda de pedra de basalto. A estátua, pintada, com guindastes foi colocada sobre seu pedestal na cúpula da igreja, tendo, desde o chão, 20 mt. de altura, com o rosto de Cristo voltado discretamente em direção à cidade de Frederico Westphalen.   
    Mas com que meios materiais foi construído o magnífico Monumento? Felizmente houve muita colaboração. A prefeitura fez terraplanagem. O frete das pedras, desde Nova Bassano e Parai, foi por conta da ARBAZA. Particulares doaram material de construção. Nos inícios, a paróquia da Catedral ofereceu R$ 25.000,00 e outra boa parte do dinheiro foi arrecadado pelo Sr. Lindo Cerutti. Houve bom número de sócios beneméritos da cidade e de frederiquenses residentes noutras partes. A paróquia pagou muitas outras despesas de materiais, as leis sociais dos operários, doou o sino de bronze, etc. O Pe. Arlindo doou todas as alfaias para a Missa, inclusive um antigo e precioso cálice, que foi roubado da Capela. A Imagem, que custou R$ 62.000,00, foi paga por doações da paróquia, de benfeitores e do Sr. Lindo. Um pequeno Museu histórico foi anexado ao patrimônio do Monumento. O Monumento não podia ter local melhor. Descortina-se um panorama fascinante, sucedendo-se em ondulações belas colinas verdes, baixadas em forma de anfiteatros, trecho do rio Uruguai e, à noite, as luzes de 7 cidades, algumas visíveis de dia. Atraz do Monumento, aproveitando algumas nascentes, formou-se um belo lago.
    A inauguração do Monumento foi precedida por uma Tríduo na Catedral. No dia 23 de novembro de 1997, Solenidade de Cristo Rei, na parte da manhã, teve lugar a benção e a inauguração do Monumento, com missa campal concelebrada, presidida por D. Bruno Maldaner, bispo diocesano, e concelebrada pelo pároco, vigário paroquial e outros sacerdotes. O dia estava esplêndido. Foram abençoados a Imagem, a Capela e o Sino. Muito povo assistiu o ato litúrgico. A satisfação e a alegria estavam estampados no rosto dos promotores do Monumento, dos benfeitores e dos fiéis. Num trecho da rodovia asfaltado de Irai e de Frederico Westphalen, os que nela passam, topam de frente o artístico Monumento, que se tornou meta de constantes visitas de forasteiros em carros e ônibus, provindo de todo o Estado e de outras regiões do país.
    Estando pronta a estrutura principal, por iniciativa do atual pároco Pe. Leonir Fainello, com a colaboração de um grupo de voluntários, foi calçado todo o acesso ao Monumento, inclusive à frente e aos lados, com ajardinamento. No fundo está sendo construída a casa do zelador, que deverá cuidar da manutenção do Monumento e da ordem do seu funcionamento.
    E lá do alto do Monumento, Cristo Rei abençoa continuamente os promotores benfeitores, os visitantes, a cidade e a paróquia da Catedral.
                    Pe. Arlindo Rubert
                         01-09-2003

Guardiães Da Catedral

    A Catedral de Frederico Westphalen, conta hoje com mais de cem pessoas, mulheres e homens, que gratuitamente dedicam mais de 4 horas por mês como guardiães da Igreja Catedral.
    Pessoas estas que souberam priorizar o seu tempo e escolheram a melhor parte: passar algumas horas junto ao Santíssimo.
    O que fazem os guardiães?
    Acolhem a todos com alegria e de uma maneira especial orientam os visitantes de outros lugares, dando-lhes muitas informações.
    Graças ao este trabalho a Igreja Catedral permanece aberta das 7:30 horas da manhã às 18:00 hs. oportunizando a comunidade e demais pessoas a visitar este Templo onde muitas graças são oferecidas.
    É na Igreja Catedral que estas pessoas fazem experiências belíssimas do amor de Deus.