Eu não te esquecerei

 A Palavra de Deus é um convite a vivermos a experiência da segurança do amor de Deus. O seu amor é tão grande, tão belo e tão surpreendente que necessitamos da fé para saboreá-lo, compreender e o levar ao concreto da vida.

Quantas vezes somos tentados a pensar que Deus não está atento à nossa vida. E, sobretudo quando temos de passar experiências mais dolorosas nos custa sair da nossa lógica limitada, misturada de medos.

Há sinais e muitos. Há luz para que eu veja. Preciso olhar e ver com ternura encantadora como Deus cuida de tudo com sabedoria, beleza, amor. As aves, as flores e os animais vivem a segurança do Deus que cuida, que reveste de beleza, e majestade. Na realidade a obra da criação é dócil ao dinamismo do Deus da vida e da beleza e exprime-se na gratidão das cores e no seu ambiente de festa.

O ser humano, sobretudo os filhos de Deus, todos somos convidados a expressar em nossa vida uma total confiança no amor Providente de Deus. De quanta beleza Ele nos revestiu e nos vai revestir! Quão atento está à nossa vida, às nossas alegrias e nossas tristezas. Nenhum cabelo cai sem que Ele o saiba. Cada lágrima chorada não lhe passa despercebida. O nosso sofrimento não lhe é indiferente. A injustiça não o encontra desatento

Mas este Deus tão bom sente profunda alegria e contentamento nos nossos gestos de amor, na nossa confiança, na nossa doação e serviço.

Como Ele trata tão bem a criação e cada um de nós. Como gosta que sejamos semelhante a Ele, tratando bem a natureza e, sobretudo os irmãos, seus filhos. E cada sorriso, cada mão estendida, cada coração aberto, cada perdão oferecido, cada pão repartido, cada palavra que anima… são para este Deus pedaços do Céu.

Ele cuida de nós e nos reveste de beleza e santidade. É maravilhoso o que fez, faz e fará. E ainda não se manifestou o que havemos de ser porque quando se manifestar seremos semelhantes ao mesmo Deus.

Viver na perspectiva da plena confiança do amor de Deus leva a que os nossos medos e os nossos egoísmos não nos tiranizem.

Quando não vivemos na perspectiva de Deus somos tentados a viver na esfera e na ânsia da riqueza, do poder e na idolatria do eu narcisista. Seriam esses ídolos o senhor da vida, a aparente segurança. Viveríamos no medo permanente, que no fundo o “eu narcisista” sente ao pensar-se ameaçado ou perturbado diante da verdade ou das perspectivas da busca das grandes respostas que procuramos.

Quem vive confiando sinceramente no Senhor vive na verdade, não teme as suas fragilidades. Luta e esforça-se. Vive na gratidão permanente. Caminha mesmo não sabendo tudo. Permanece firme até ao fim. Testemunha com heroísmo. Compromete-se no quotidiano dinamismo do evangelho. Adquire a segurança da paz, a segurança daquele julgamento amoroso, verdadeiro e salvífico que brota do Coração do Senhor.



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