Um Deus de braços abertos

Jesus Cristo revelou-nos um Deus como desejamos e precisamos. Um Deus que é amor e misericórdia. Dá-nos tudo, dá-nos o que nenhuma análise científica nem progresso tecnológico nem desenvolvimento das ciências humanas jamais poderá dar-nos.

Quando percebemos que Deus nos ama assim, sentimos que somos amados individualmente, um por um, de modo absoluto.

Estar longe dele e dos outros por razões humanas é perder tempo, é perder Deus. Então nasce espontaneamente a necessidade de pedir perdão, quando dele nos afastamos.

A primeira Leitura deste domingo é tirada do livro do Êxodo (Êxodo 32,7-11.13-14). Moisés torna-se a garantia de continuidade da ação salvífica de Deus e solidariza-se totalmente com o povo; é este o povo que sai do Egito, um povo que leva consigo a salvação. A intercessão de Moisés prefigura a de Cristo, que se fez solidário com o homem e intercede por nós junto do Pai.

Não tem necessidade de ser perdoado quem não tem consciência de ter traído alguém a quem ama.

Hoje, há uma multidão de pessoas, mas cada um se acha fechado em si mesmo, com o seu cansaço, sua desilusão, muitas vezes com sua angústia.

É grande o número dos que não são amados por ninguém, para os quais não se tem um olhar a não ser com referência à sua eficiência econômica; muitas pessoas sabem que quando não forem mais úteis, ninguém mais se interessa por elas.

Não existe verdadeira experiência humano sem intercâmbio, diálogo e confidência, verdadeiro amor recíproco. Só o amor gratuito e livre é capaz de transformar e perdoar.

São Paulo, na segunda Leitura (1 Timóteo 1,12-17) insiste no dever de defender a sã doutrina; está consciente disso, o que deve acompanhar o anúncio do evangelho como Boa Notícia por excelência. Daí a simplicidade com que exalta a sua missão, agora descrita num tom místico.

Apresenta-a como uma comunicação de força, um gesto divino de misericórdia, um dom gratuito, um exemplo típico da conduta de Deus para com os pecadores.

Tudo isso faz com que São Paulo prorrompa num cântico de louvor, da qual se apropriou a liturgia.

Somos conhecedores de três parábolas, de onde é tirado o texto do Evangelho deste Domingo (Lucas 15,1-10) que têm a mesma conclusão: O convite à alegria ou o cântico de alegria no céu pelo pecador que volta ao caminho do bem.

A da ovelha perdida e a da moeda descrevem a solicitude de Deus, que vai à procura do que estava perdido.

A terceira, a parábola do pai misericordioso, põe em relevo a paciência de Deus que não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva. Aprendamos da atitude do filho pródigo o processo de conversão e reabilitação da nossa própria dignidade.



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