Dar contas a Deus da nossa existência

No final da nossa vida iremos prestar contas a Deus sobre a maneira como administramos os dons e as graças que Ele nos deu.

Temos de examinar-nos muitas vezes sobre a maneira como estamos a gerir o negócio da nossa vida. O Senhor, no trecho do Evangelho de hoje (Lucas 16,1-13), elogia o feitor desonesto porque procurou arranjar amigos com os bens que administrava. Não louva a sua desonestidade, mas a sua esperteza. Lembra-nos a necessidade de sermos espertos também, de pormos a render os dons que temos, servindo com eles a Deus e aos que nos rodeiam, enquanto estamos cá na terra.

Só se vive uma vez e temos de fazer render os nossos talentos, porque podemos não ter outra oportunidade.

Não nos contentemos com cumprir os mandamentos rotineiramente. Procuremos levar uma vida intensa de oração, para darmos frutos abundantes de santidade e apostolado.

Perguntarmos muitas vezes a Jesus como Paulo: – Senhor, que quereis que eu faça? Deixar-nos guiar, como ele fez em Damasco, pela Igreja, que nos transmite o querer de Deus.

Dar contas do negócio de nossa vida no fim de cada dia, dando graças a Deus pelos êxitos e pedindo perdão pelos fracassos, com o desejo de nos empenharmos mais a sério no dia seguinte.

Podemos deixar-nos absorver pelos negócios deste mundo, esquecendo o mais importante da vida. Temos de saber usar as coisas materiais sem fazer delas o nosso deus. “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” – dizia-nos Jesus. Tantos servem o dinheiro como se para eles fosse a sua felicidade e o seu deus.

Muita gente condena a própria alma explorando os outros, sobretudo os mais fracos, sendo desonestos nos seus negócios ou vivendo absorvidos pela cobiça dos bens temporais, como lembrava o profeta na primeira leitura deste Domingo (Amós8,4-7).

 Outras vezes não sabem dividir generosamente com os mais pobres, com as necessidades do culto ou do apostolado as suas riquezas materiais. “Arranjai amigos com o vil dinheiro” – dizia o Senhor.

“Que os homens rezem em toda a parte” – lembra-nos o Apóstolo na segunda Leitura deste Domingo (1 Timóteo 2,1-8). O cristão tem na oração um dos seus tesouros. Somos ricos porque temos um Pai muito rico, que nos dá tudo o que lhe pedimos.

Temos de pôr a render esse tesouro da oração.

São Paulo lembra que temos de rezar por todos. “Recomendo que se façam preces, orações, súplicas e ações de graças por todos os homens.”

Ele “quer que todos os homens e salvem e cheguem ao conhecimento da verdade”. Com a nossa oração e sacrifícios podemos ajudar os outros a encontrar o sentido para a vida.

 



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