Até quando chamarei por vós?

Na primeira leitura deste domingo (Habacuc 1,2-3; 2,2-4) o profeta queixa-se ao Senhor que os seus clamores não são ouvidos por Ele. Muitas vezes pode acontecer o mesmo a nós. Parece-nos que rezamos e não somos escutados. Mas não é assim. Deus responde ao profeta: no momento apropriado Ele realizará os seus pedidos.

Vale a pena animar-nos na oração e nas súplicas ao Senhor. Ele prometeu escutar-nos sempre: “tudo o que pedirdes ao Pai em Meu nome Ele vo-lo concederá” (João 15,17). E insistiu: “Pedi e recebereis” (Mateus 7,7).

É preciso rezar mais e melhor. Tantos cristãos fazem às pressas umas breves orações. Muitas famílias descuidam a oração no lar. Crianças e jovens não chegam a desenvolver hábitos de oração e, por isso, as suas vidas são vazias e, muitas vezes, desorientadas, sem defesas para o ambiente de paganismo à sua volta.

Dizia o Santo Cura de Ars: “Todos os santos começaram a sua conversão pela oração e por ela perseveraram; e todos os condenados se perderam pela negligência na oração. Digo, pois, que a oração nos é absolutamente necessária para perseverar” (São João Maria Vianney, Sermão sobre a perseverança)

Aproveitemos o Mês de outubro, mês do Rosário, para criar hábitos de oração, para rezar melhor o nosso terço diário, não só dizendo com mais atenção aquelas palavras tão belas, ensinadas por Deus, mas meditando também os mistérios, a vida de Jesus e Sua mãe.

Rezemos com confiança e perseverança. No Evangelho deste Domingo (Lucas 17,5-10) Jesus diz-nos que se tivermos fé faremos milagres.

Certamente, se rezássemos mais e com mais fé não haveria tantos males no mundo. Acabaria o terrorismo e a guerra, o paganismo não se alastraria em tantos países ricos e menos ricos, apodrecidos pelo dinheiro e pelo materialismo. Rezemos à Virgem, que em Fátima Se chamou a Si própria a Senhora do Rosário. Ela leva-nos a Jesus, ensina-nos a unir-nos a Ele na Eucaristia, a mais importante de todas as orações. Na santa Missa, o Seu Filho reza conosco. Mais ainda, oferece-se como no Calvário em sacrifício. Para adorar, para louvar, para agradecer, para pedir perdão pelos nossos pecados, para alcançar-nos todas as graças que necessitamos. Aprendamos a viver melhor o mistério eucarístico, fonte e cume de toda a vida cristã.

Jesus deixou-nos a Eucaristia e, com ela, o sacerdócio. É pelos sacerdotes que Se torna presente no meio de nós na Sua Palavra e no Seu Corpo e Sangue.

Na segunda leitura de hoje (2 Timóteo 1,6-8.13-14) São Paulo lembra a Timóteo o sacramento da Ordem que recebeu: “Exorto-te a que reanimes o dom de Deus, que recebeste pela imposição das minhas mãos”. Nele Deus dá poderes excelsos aos sacerdotes e a graça para desempenharem a missão que lhes confiou. O sacerdote é para a Eucaristia.

Rezemos pelos sacerdotes, pelos seminaristas e candidatos ao Seminário, para que sejam fiéis ministros de Cristo, distribuindo a Sua Palavra e o Pão da vida a todos os homens. “Deus não deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de caridade e moderação”, nos diz São Paulo. Peçamos para eles essa fortaleza para poderem ser profetas de Deus no mundo em que vivemos.



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