Artigo da semana de Dom Antonio Carlos Rossi Keller: A fidelidade de Deus

A fidelidade de Deus

 

Perante a grave situação do mundo de hoje, caímos facilmente no risco do pessimismo, e o de usarmos uma linguagem negativa, como se Deus tivesse desistido de salvar o mundo, depois de ter investido nele todo o Seu Sangue.

O desânimo, depois de ter começado uma obra e quando as coisas não correm bem, é propriedade dos homens, mas não de Deus.

Ele nos ama e não desiste de nos salvar até ao último momento da nossa vida na terra.

Este pessimismo, com o desânimo e abandono da luta que se lhe segue, é mais uma das armas do demônio. Quando desanimamos de lutar, deixamos de lhe dar trabalho, porque depomos as armas, desistimos.

É importante, diante do mal que afeta o mundo, que não nos deixemos enganar pelas aparências, por isto que parece a vitória definitiva do mal, com tantos crimes e aparente recompensa dos que os cometem.

Desde o princípio da Igreja, os cristãos viveram sempre em ambientes como este. Com oração e perseverança, tornaram-se fermento de um mundo novo. Venceram o mal com o bem.

O único problema que, de fato pode nos afetar é o de deixarmos apagar o fogo do amor de Deus em nossos corações. Neste caso é preciso reacendê-lo, soprar a cinza da tibieza e da rotina.

Estamos, de fato, entusiasmados por Cristo e agradecemos ao Senhor a nossa vocação cristã?        

Deus gosta de nos dar surpresas que nos enchem de alegria, como o pai que guarda um brinquedo que vai fazer saltar de alegria o filho pequenino.

Quando toda a gente pensava que tudo tinha acabado com a morte de Cristo na Cruz, somos surpreendidos com a sua Ressurreição gloriosa.

A força incrível do Império Romano ameaçava não deixar crescer a Igreja, dizimando-a com inúmeros mártires, até que em 313, com a paz dada à Igreja por Constantino Magno se descobre que o mundo é cristão!

Que se passará, por exemplo na China e em outros países onde a Igreja  e os cristãos são perseguidos, humilhados e  assassinados, quando este inverno da contradição passar? O nosso Deus não perde batalhas, mas não as vence ao nosso modo e de acordo com o nosso gosto triunfalista e vaidoso.

Façamos tudo como se tudo dependesse de nós e confiemos no Senhor como se tudo só dependesse dele. Esta certeza não deve alimentar a nossa preguiça, mas há de nos dar ânimo para não nos deixarmos vencer pelas aparências más deste mundo.

Alicercemo-nos na confiança de que o Senhor continua a amar-nos, e ama a cada uma das pessoas como se ela fosse a única, na vastidão do universo. E continuemos a rezar pelas pessoas e a viver generosamente a nossa vocação cristã, com a certeza de que depois da noite vem o dia.

Há um horizonte belíssimo para além das densas nuvens que hoje encobrem o nosso mundo.



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