Artigo semanal de Dom Rossi Keller: Queremos ver Jesus

Queremos ver Jesus

 

O Evangelho deste Domingo (João 12,20-33) nos narra como um grupo de prosélitos do judaísmo que tinham vindo de longe ao Templo de Jerusalém ouviram contar tais maravilhas acerca de Jesus que manifestaram o desejo de o verem.

Quando comunicaram a Jesus este desejo, o Mestre aproveitou a oportunidade para fazer uma linda catequese sobre a sua pessoa, sobre sua morte na cruz e sobre como cada seguidor deve fazer morrer em si o pecado, que nos afasta de Deus.

O Senhor manifesta-nos a sua beleza, sabedoria infinita, onipotência e bondade, pela fé que as verdades reveladas alimentam em nós.

Mas a fé não é uma ciência teórica. Quando uma pessoa não faz algum esforço para pôr em prática as verdades que aprendeu, a fé apaga-se.

Pela confissão sacramental manifestamos este desejo de ver Jesus, de o conhecermos cada vez melhor para o amarmos cada vez mais.

Em cada confissão temos a possibilidade, portanto, de retirar da vida o que nos estorva de seguir o Senhor. Ela é um encontro pessoal com Jesus Cristo. Nela somos tocados como os doentes que procuravam Jesus nos caminhos da Terra Santa. Através da confissão sacramental, Ele cura-nos das nossas enfermidades espirituais.

Somos convidados, nesta Quaresma a exercitar a fé para descobrirmos Jesus Cristo no sacramento da Penitência. Se Ele tivesse confiado este ministério a um anjo, talvez tivéssemos receio de nos aproximar. Mas Ele confiou-o a uma pessoa humana frágil como nós, que nos pode dizer com toda a sinceridade: “eu também estou a caminho do Céu e tenho dificuldades como tu!”

É Cristo quem perdoa os pecados na confissão como também é Ele que consagra o pão e o vinho no altar, e nos dois casos, atua pelo ministério do sacerdote.

Peçamos a graça de o ver, de reconhecê-lo presente neste sacramento de misericórdia que nos restitui a vida de Deus.

A confissão propõe-nos seguir a vida e Jesus Cristo, morrer como Ele para, à semelhança do grão de trigo, dar frutos de santidade e de apostolado. “Jesus respondeu-lhes: [...] Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto.”

Quando nos confessamos, não prometemos nunca mais pecar, mas sim lutar generosamente para não voltar a cair em pecado. O atual ritual do sacramento da penitência emendou a antiga despedida – “vai em paz e não tornes a pecar” – para outra mais realista: “vai em paz!”.

Aproveitemos estes últimos momentos da Quaresma, para nos aproximar, bem preparados e bem dispostos, do sacramento da Reconciliação e da Paz. Não deixemos passar em vão a Graça do perdão que Deus nos oferece neste tempo santo da Quaresma.



Cadastre-se e receba as Principais Notícias da Diocese no seu Email