Artigo de Dom Antonio Carlos Rossi Keller:Jesus reintegra-nos na família dos filhos de Deus

Jesus reintegra-nos na família dos filhos de Deus

 

No Evangelho deste Domingo (Marcos 1,40-45), um leproso implora de Jesus a sua cura. Várias vezes o Evangelho nos fala de leprosos curados. Só de uma vez foram dez os que Jesus mandou para casa completamente sãos.

Deve ter sido para eles uma sensação maravilhosa, depois de uma vida terrível poderem reintegra-se na família e no convívio normal da vida social.

O mesmo Jesus que curou estes leprosos na sua vida pública torna-se presente nos Sacramentos da sua Igreja. Só Ele tem poder para nos curar da lepra do pecado.

Quando ali nos apresentamos com a disposição de fazer esforço para mudar de vida, dirige-nos as mesmas palavras: «Quero: fica limpo». E no mesmo instante também nós ficamos livres da lepra do pecado.

Os leprosos detestavam a sua doença e queriam ver-se livres dela. Também aquele que se confessa há de detestar o pecado cometido. Se estivesse contente com a sua situação, não se aproximaria de Jesus a pedir a sua cura.

Não somos capazes de imaginar um leproso aproximar-se de Jesus para lhe pedir da cura e que, ao mesmo tempo, estivesse decidido a procurar um contágio para voltar a ficar doente.

Fugir do contágio exige afastar-se das más companhias, cortar com as ocasiões de pecado, orar mais e frequentar os sacramentos para evitar uma recaída.

Quando nos confessamos com as necessárias disposições, Jesus Cristo toca-nos, abraça-nos, tornando-nos limpos, seja qual for os pecados que tivermos cometidos.

Para que a confissão seja bem feita é necessário que cada um de nós contribua com os chamados atos do penitente:

Confissão sincera, segundo o número e a espécie e as circunstâncias que mudam a espécie. Às vezes não se fala nos pecados reais, para não ter de mudar. Um homem dizia muito triste, quando lhe disseram que tinha de ir ao médico: “Não quero que ele saiba que bebo demasiado, porque iria proibir-me de beber.”.

Não é possível que a confissão seja sincera se o penitente não se preparou com um exame de consciência.

Contrição que se concretiza na tristeza por ter ofendido a Deus. Se o motivo do arrependimento é o amor de Deus, a contrição é perfeita.

Propósito firme de emenda que se concretiza no que temos de fazer para evitar um novo pecado.

Cumprimento da penitência, indicada pelo confessor, como um remédio para nos fortalecer na luta contra o pecado.

Usemos muitas vezes, este Sacramento do perdão de Deus.



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