Artigo de Dom Rossi Keller: Os apelos de Deus á conversão

Os apelos de Deus à conversão

 

“A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas nos seguintes termos: Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive e apregoa nela a mensagem que Eu te direi”, nos ensina a 1ª Leitura deste Domingo (Jonas 3,1-5.10).

Seja qual for a situação em que nos encontremos e o estado da nossa alma, Deus chama-nos a todos sem exceção.

Estamos habituados a julgar que o chamado de Deus acontece uma só vez na vida e que depois viveremos sem preocupações nem mudanças. Deus lança dentro de nós apelos à mudança em cada momento. Temos de estar muito atentos, para lhe respondermos.

E como responder ao que Deus nos pede? Não se trata de responder ao Senhor com um desejo vago de sermos melhores, mas de uma correspondência generosa, pontual, ao que Ele nos vai pedindo, à medida que andamos no Seu caminho.

Deus vai pedindo sempre mais. Na vida do casal, dos religiosos, dos padres, o Senhor vai pedindo uma coisa de cada vez, como fazem os pais às crianças, ensinando-as a montar um brinquedo.

Deus aguarda uma resposta. «Os habitantes de Nínive acreditaram em Deus, proclamaram um jejum e revestiram-se de saco, desde o maior ao menor.»

Nem sempre acontece assim conosco. Tentamos enganarmo-nos, pensando que aquilo que o Senhor pede não se dirige a nós, porque já somos bons e demos-lhe mais do que o suficiente.

Jesus Cristo passa continuamente junto de nós, fazendo-nos um constante convite à conversão, como nos ensina o Evangelho de hoje (Marcos 1,14-20).

Fala-nos por inspirações interiores, quando abrimos o jornal e deparamos com a morte de uma pessoa conhecida ou amiga, pelo estado do tempo, por uma boa leitura feita pessoalmente ou escutada na Liturgia; por uma conversa com uma pessoa amiga e de muitos outros modos.

A que Ele nos convida? “Arrependei-vos e acreditai no Evangelho.”

Em primeiro lugar, acreditar e viver a vocação pessoal. O importante não é fazer aquilo de que mais gosto, mas a vontade de Deus.

Acreditar e viver da oração. Estabelecemos um plano para cada dia, mas somos tentados pela preguiça.

No trabalho profissional, momento a momento: pontual, bem feito, com alegria e fomentando um bom ambiente entre os companheiros.

No encontrar tempo para os outros: parando um instante para ouvi-los; visitando um doente ou idoso; prestando uma ajuda a quem dela precisa.

É numa conversão contínua, respondendo a estes apelos que nos parecem sem importância, que iremos acolher o convite de Cristo que passa.



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