Artigo da semana de Dom Rossi Keller: O Sofrimento na vida humana.

O Sofrimento na vida humana.

 

A doença e o sofrimento foram sempre um dos problemas mais graves que afligem a vida humana. Na doença, o homem dá-se conta da sua impotência, dos seus limites e da sua caducidade. Há situações dolorosas que podem conduzir à angústia, por vezes até ao desespero e à revolta contra Deus. Outras vezes, porém, podem fazer com que as pessoas se tornem mais maduras, ajudando-as a discernir na sua vida o que é essencial e levá-las a voltar-se para Deus (Cfr. Catecismo da Igreja Católica 1500-1501).

O profeta Isaías, no Antigo Testamento, já entrevê que o sofrimento pode ter também um sentido redentor pelos pecados dos outros; e anuncia que virá um tempo para Sião em que Deus perdoará todas as faltas e curará todas as enfermidades (Cfr. Isaías 33,24).

A compaixão de Cristo pelos que sofrem e as suas numerosas curas de doentes de toda a ordem (Cf. Mateus 4, 24) são um sinal maravilhoso de que “Deus visitou o seu povo” (Lucas 7, 16). Jesus não tem apenas o poder de curar, mas também de perdoar os pecados. A sua compaixão para com todos os que sofrem leva-o a identificar-se com eles: “Estive doente e fostes visitar-me” (Mateus 25, 36). O seu amor de predileção pelos enfermos não cessou, ao longo dos séculos, de suscitar a atenção muito particular dos cristãos para com todos os que sofrem no seu corpo e na sua alma. Esta atenção deu origem a infatigáveis esforços para aliviar os que sofrem. (Cfr. Catecismo Igreja Católica nº 1503).

No Evangelho de hoje (Marcos 1,29-39), podemos ver Jesus que cura a sogra de Pedro e que, ao cair da tarde, lhe trouxeram todos os doentes e possessos e que Jesus “curou muitas pessoas, que

A Igreja crê e confessa que entre os sete Sacramentos, existe um especialmente destinado a reconfortar os atribulados pela enfermidade: a Unção dos Doentes.

Esta Santa Unção dos Doentes foi instituída por Cristo Nosso Senhor como um Sacramento do Novo Testamento, verdadeiro e propriamente dito, insinuado por Marcos (Cfr. Marcos, 6,13) e recomendado aos fiéis e promulgado por Santiago, Apóstolo e Irmão do Senhor (Cfr. São Tiago 5, 14-15) (Cc. De Trento: DS 1695).

A graça especial do Sacramento da Unção dos Doentes tem como efeitos:

– a união do doente à Paixão de Cristo, para seu bem e de toda a Igreja.

– o conforto, a paz e o ânimo para suportar cristãmente os sofrimentos da enfermidade ou da velhice.

– o perdão dos pecados se o doente não pôde obtê-lo pelo Sacramento da Penitência.

– o restabelecimento da saúde corporal, se for conveniente para a saúde espiritual.

– a preparação para a passagem para a vida eterna. (Cfr. Catecismo da Igreja Católica nº 1532).

Aprendamos a valorizar este Sacramento, procurando que nossos irmãos enfermos e também os idosos o recebam com fé e devoção.



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