Solenidade dos Santos São Pedro e São Paulo.

Solenidade dos Santos São Pedro e São Paulo.

Desde o século III, a sagrada liturgia uniu na mesma solenidade os dois pilares da Igreja, os Apóstolos São Pedro e São Paulo.

São Pedro, pescador da Galileia, irmão de Santo André, foi escolhido por Jesus Cristo para ser o líder dos Doze Apóstolos. Jesus o fez pedra fundamental da Igreja. Ele foi o primeiro representante de Cristo na terra. Apesar de sua fraqueza, ele foi escolhido para pastorear o rebanho de Jesus Cristo por causa de sua profunda amizade com o Senhor.

Paulo nasceu em Tarso, em uma família judia da Cilícia, e não pertencia ao grupo original dos apóstolos, aqueles que viveram com Jesus desde o início. Foi um perseguidor dos cristãos, converteu-se perto do ano 36, a caminho de Damasco e desde aquele momento se tornou um apaixonado apóstolo de Cristo. Em 30 anos ele pregará o Evangelho do Senhor Jesus, fundará inúmeras Igrejas e fortalecerá a fé de muitos cristãos com as suas Cartas.

Os dois personagens são muito diferentes em temperamento e cultura, mas estão sempre unidos pela mesma fé e pelo mesmo amor por Jesus Cristo. Em sua maravilhosa confissão de fé, São Pedro exclamou: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". E, em seu amor pelo Mestre, disse-lhe: "Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que eu te amo". Quanto a São Paulo, ele mesmo afirma: “Sei em quem deposito a minha confiança”, e ao mesmo tempo afirma, como expressão de seu amor: "Para mim, viver é Cristo, morrer é lucro". (Filipenses 1,21). Os dois foram martirizados em Roma na perseguição de Nero. Eles regaram a mesma terra com seu sangue, e “plantaram” a Igreja de Deus.

Dois mil anos depois, eles ainda são “os pais da nossa fé”. Em sua homenagem, celebramos o mistério da Igreja Apostólica e, por sua intercessão, dedicamos total devoção aos ensinamentos dos apóstolos.

Pedro deixou tudo, família, barco, casa, redes de pesca, para seguir a Cristo completamente. Foi esse amor de Jesus Cristo que o fez acreditar plenamente no perdão do Senhor após sua negação. Após a ressurreição do Senhor, ele terá a oportunidade de confessar seu amor a Jesus três vezes: “Senhor, tu sabes tudo e sabes que eu te amo” (João 21:18). Paulo encontrou Cristo no caminho de Damasco. Totalmente entregue ao Senhor, Jesus tornou-se a sua razão de ser e a motivação profunda de toda a sua obra apostólica: “Deus me amou e se entregou por mim” (Gl 2,20). Dedicando-se ao apostolado, entende que toda a sua glória vem de nosso Senhor Jesus Cristo. Depois de mais de 500 ocorrências do nome de Deus em suas epístolas, o nome mais citado é o nome de Cristo (380 vezes).

Nossa pertença a Cristo deve incutir em nós uma atitude de total confiança e alegria sem limites: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8, 31).

A solene cerimônia de hoje nos oferece uma grande ocasião para meditar sobre o amor à Igreja e ao Papa. Onde está o Papa, está Pedro; onde está Pedro, está o Vigário de Cristo, “o doce Cristo da terra” (Santa Catarina de Sena) e aí está a Igreja, a Esposa de Cristo. "Ninguém pode ter Deus como pai sem a Igreja como mãe". No dia de hoje, em todas as nossas Paróquias e Comunidades, recolheremos o chamado “Óbolo de São Pedro”. É uma expressão de amor ao Santo Padre o Papa, que enviamos a Roma, para que ele possa exercer pessoalmente a caridade para com aqueles que julgar mais necessitados. Sejamos generosos.

Dom Antonio Carlos Rossi Keller

Bipso da Diocese de Frederico Wesrphalen-RS



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