IGREJA NO BRASIL CELEBRA O DIA DO NASCITURO: VELAS NUM GESTO DE ESPERANÇA

Nesta sexta-feira, 8 de outubro, é celebrado o Dia do Nascituro. Para a data, as comunidades, paróquias e dioceses de todo o Brasil são convidadas a realizar um Sinal da Esperança. O chamado, promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), é acender velas, a fim de “propagar a ‘Luz de Cristo’ para que possa iluminar e proteger as vidas vulneráveis e indefesas”.

A Oração do Nascituro deve acompanhar as velas acesas, num momento de devoção e unidade com toda a Igreja no Brasil.

O ato pode ser realizado em frente a uma Igreja, numa praça pública ou lugar que o grupo achar oportuno. No subsídio Hora da Vida, a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) sugere que a comunidade local se mobilize e realize ações adicionais, de acordo com a sua realidade, como procissões, passeatas, oração do Santo terço e outras, em unidade com todas as pastorais, movimentos e serviços presentes na comunidade.

O bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ) e referencial da Pastoral Familiar no Regional Leste 1 da CNBB, dom Antônio Augusto Dias Duarte, recorda que o Dia do Nascituro foi uma data criada pela CNBB “para promover em nosso país, especialmente nas nossas dioceses, a cultura da vida”. O valor desse dia, segundo o bispo, “reside justamente que o dom recebido de Deus é o mais inestimável, o mais sagrado que nós temos”. Comemorar o Dia do Nascituro, segundo dom Antônio, é lembrar também que passamos por essa fase da vida: “A infância é precedida pelo período enquanto somos nascituros. E queremos agradecer a Deus e a todos os bispos do Brasil por terem instituído esse dia para que nós nos lembremos sempre desse dom divino”.

O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, também falou sobre a data, em artigo publicado no Portal da CNBB. “Proteger a vida significa ser contra o aborto, mas também exige uma crítica profética à falta de políticas públicas e a outras dinâmicas sociais que igualmente matam”, escreveu dom Walmor. O Evangelho da vida, continuou, “está no centro da missão e da mensagem de Jesus. Por isso mesmo, a Igreja deve ser irrestritamente fiel aos valores do Evangelho da vida, buscando sempre partilhá-los. Cenários e práticas que ameaçam a existência de cada pessoa devem incomodar os cristãos”.

Direito de nascer

O assessor da Comissão para a Vida e a Família da CNBB e secretário executivo da CNPF, padre Crispim Guimarães, recorda que neste dia 8 de outubro, “somos chamados a visitar nossas consciências sobre o ‘direito de nascer’ da criança, que ainda vive dentro do útero materno e que tem o direito à proteção, à alimentação, a um nascimento sadio, ao respeito de sua vida e saúde e tem também o direito de ser amada”. Infelizmente, observa padre Crispim, as crianças têm suas vidas ameaçadas “por grupos econômicos poderosos e países que em nome de supostos ‘direitos humanos’, menosprezam a humanidade daqueles que na barriga de suas mães são vidas”.

Dom Antônio Augusto recorda que São João Paulo II denominou como cultura da morte, as articulações e disseminações ideológicas observadas no mundo que propõem a falsa solução para “os problemas mais graves e as situações mais limites que a humanidade vive” por meio da morte, desde a concepção até os estados de vida mais terminais. “Pensam que o sofrimento ou situações difíceis de solução médica só tem uma solução: a morte. E, na verdade, a Igreja tem o papel de cuidar do ser humano, de criar a cultura da vida. E a forma de combater a cultura da morte é promovendo a cultura da vida”, ressalta.

Dessa forma, a gravidade do aborto, denunciada com veemência nesta data, está em justamente tirar a vida de um ser humano “inocente, indefeso e que não tem para onde fugir como uma última tentativa de sua legítima defesa”. Para dom Antônio, se a criança não é defendida em sua condição de nascituro pela mãe, pela família ou pelo Estado, ela “fica à mercê de um ataque contra o dom mais precioso que ela tem, que é a vida”. Por isso, continua, “nós nunca podemos considerar o aborto como um direito ou uma realidade que fique escondida atrás de eufemismos, como ‘interrupção voluntária da gravidez’. É um grave atentado contra a vida humana”.

 

Bênçãos do Senhor

O subsídio Hora da Vida oferece para o Dia do Nascituro um roteiro de celebração com o tema “Os filhos são bênçãos do Senhor”.

Neste Dia do Nascituro, a reflexão será sobre o cuidado com a vida humana em formação e com a necessidade de celebrar a vida e a missão de cada pessoa, desde o momento em que é gerada, passando pelo início de seu desenvolvimento como pessoa sonhada e amada por Deus. Todos nós fomos um dia nascituros, no ventre de nossas mães“.

 

Recordando a encíclica Evangelium Vitae, o texto traz a convocação de São João Paulo II: “Urge uma mobilização geral das consciências e um esforço ético comum, para se atuar uma grande estratégia a favor da vida”.

Outro convite é que as famílias procurem informações sobre grupos de defesa da vida nas comunidades, bairro ou cidade. Que participem de atividades de apoio a famílias em risco e de atos para construção de políticas públicas justas em defesa do Nascituro.

Em várias partes do país, a Pastoral Familiar tem realizado iniciativas de reflexão, mobilização e de devoção relacionadas à temática da vida. Além dos encontros a partir do subsídio Hora da Vida, durante a Semana Nacional da Vida foram promovidas lives de estudo e aprofundamento, inclusive com palestrantes internacionais, bênçãos de gestantes, carreatas, visitas e ações solidárias.

Fonte: CNBB Nacional

 



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