O Batismo de Jesus . Artigo semanal de Dom Antonio Carlos Rossi Keller

O Batismo de Jesus

Jesus não precisava receber o Batismo de penitência que João Batista ministrava aos judeus. No entanto quis ser batizado por João Batista no rio Jordão, como nos recorda o Evangelho deste Domingo (Mateus 3,13-17).

Viveu-se ali o mistério da Santíssima Trindade com o Espírito Santo manifestando-se em forma de pomba e o Pai que diz: «Este é o Meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência».

Se Jesus é o Filho muito amado de Deus Pai, nós devemos fazer tudo para amá-lo com todo o nosso coração. Cumpramos a missão que nos confiou. E seremos felizes. Felizes para sempre. Por isso, somos cristãos.

Ao celebrarmos hoje a Festa do Batismo de Jesus, somos chamados a refletir sobre o nosso Batismo.

Em nossa Diocese, com as novas Diretrizes para os Sacramentos, temos indicado para todas as Paróquias alguns princípios.

Quando os pais vêm pedir o Batismo para o seu filho, procurem os responsáveis acolhê-los com todo o respeito e simpatia.

Através dum diálogo franco e sincero, procure-se apontar o caminho certo, mas compreendendo as dificuldades que surgem nessa caminhada.

A criança batizada irá aprender na catequese e na preparação para os outros sacramentos, a amar Jesus. Ela própria poderá ser o anjo enviado por Deus para que os pais vivam também eles a sério a fé cristã.

Pode acontecer que alguns pais não deixem batizar os seus filhos, justificando por diversos motivos a sua decisão. É uma opinião que subsiste em alguns ambientes, como se fosse um atentado à liberdade da criança, batizá-la. Este pensamento é uma mentira: pois os pais devem dar a seus filhos o que é de melhor: a alimentação, os cuidados médicos etc. E a fé cristã é um bem de imenso valor: nos dá a graça sacramental do Batismo, que nos faz filhos de Deus, perdoa-nos o pecado original, insere-nos na Igreja, o Corpo de Cristo, une-nos vitalmente a Cristo. São bens necessários para a felicidade eterna de uma pessoa.

Hoje é um belo dia para agradecermos ao Senhor a graça que nos concedeu, chamando-nos para a Sua Igreja no dia do nosso Batismo.

Não manchemos a santidade da Igreja com as nossas faltas. Sejamos cristãos autênticos e verdadeiros. E quando perdermos a graça batismal, pelo pecado, procuremos rapidamente o perdão de Deus, no Sacramento da Penitência, que nos devolve a graça perdida.

A melhor forma de agradecermos é darmos testemunho do Batismo com a nossa vida no mundo. Muitos mais caminharão conosco. O ódio dará lugar ao amor. O mundo será melhor porque «o Senhor abençoará o seu povo na paz», como nos diz o Salmo Responsorial da Missa de hoje (Salmo 28).

Que Maria Santíssima, Mãe de Jesus, esteja sempre conosco para jamais nos separarmos dele agora e na eternidade!



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