Clero da Diocese e leigos recebem as novas Diretrizes administrativas em substituição ao regimento das comunidades.

Em encontro realizado na Igreja Nossa Senhora da Paz, de Seberi, neste domingo, 24, a Diocese de Frederico Westphalen apresentou as novas diretrizes administrativas, que entram em vigor a partir de 1º de janeiro de 2020. Estiveram presentes, paroquianos das 39 paróquias; da Reitoria de Osvaldo Cruz, Santuário Divina Misericórdia e seminários, além de grande número de padres e representantes dos conselhos das paróquias de todo o território diocesano.

Conforme explica o chanceler do Bispado, cônego Carlos Alberto Pereira da Silva, as diretrizes são normas econômicas de como administrar o que o Código do Direito Canônico chama de bens eclesiásticos.  “Além do Código Canônico, que é, para nós católicos, a constituição universal, temos os chamados diretórios diocesanos, também conhecidos como lei particular. Em nossa diocese, chamamos de diretrizes, sacramentais ou administrativas. Agora, renovamos as de ordem administrativa, compostas pelas leis universais e também particulares, ou seja, todos os bens da diocese, compreendidas as paróquias e patrimônio ativo e passivo”, detalha.

O documento, que foi apresentado solenemente pelo bispo Dom Antonio Carlos Rossi Keller, também dá o poder e a responsabilidade de cada cargo ou função na constituição hierárquica da diocese, que vai do bispo diocesano até o conselho de uma comunidade do interior. As diretrizes têm validade por cinco anos. Após, passam por uma avaliação, quando podem ser revistas, adaptadas ou mudadas.

– Pode parecer frio falar em leis, e ainda mais administrativas na Igreja. Por vezes, as pessoas alegam que a Igreja só deve se preocupar com a evangelização. Seria ideal e maravilhoso se fosse possível. A Igreja é responsável pelo anúncio da paixão, morte e ressureição de Cristo. Mas para fazer esse anúncio, ela também precisa das estruturas, dos templos, das subsistências para os ministros de culto, entre outras formas de se manter. O romanticismo de uma Igreja que só evangeliza e não se preocupa com o poder temporal e uma forma de se manter em pé, nas suas estruturas e edifícios, é fora da realidade e, como todos os castelos de areia, não se mantém em pé. A Igreja precisa dos bens eclesiásticos para manter sua evangelização –, finaliza o cônego.



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