Rio Grande do Sul acolhe 3º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas

Nos dias 10 e 14 de julho acontece em Santo Antônio da Patrulha (RS) o 3º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas. Em sintonia com o Mês Missionário Extraordinário, convocado pelo Papa Francisco, o evento traz o tema “Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo” e o lema, de inspiração apostólica: “Sereis minhas testemunhas até os confins da terra” (At 1,8). A ação faz parte das celebrações pelos 25 anos de missão para com a Igreja irmã de Moçambique.

Estão envolvidos na organização do evento a coordenação nacional dos Conselhos Missionários de Seminaristas (COMISEs) e as Pontifícias Obras Missionárias (POM), com parceria e apoio de duas Comissões Episcopais Pastorais da CNBB (Ação Missionária e Cooperação Intereclesial e Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada), a Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB) e a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).

O Congresso conta com conferências e painéis que abrangem temas como Iniciação à vida cristã e Missão Ad gentes bem como diferentes opções de oficinas, fóruns e testemunhos. Missionário desde que era seminarista, dom José Antônio Peruzzo, arcebispo de Curitiba abriu as conferências do 3º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas na quinta-feira (11).

Dom José Antônio Peruzzo, arcebispo de Curitiba

Sob o tema Iniciação à vida cristã e missão, o arcebispo mesclou, em sua fala, as experiências missionárias pelas quais passou e as indicações do Magistério da Igreja acerca da formação dos futuros presbíteros: “não é possível falar de vocação, excluindo missão”, ressaltou.

No que diz respeito à Iniciação à Vida Cristã, o arcebispo de Curitiba destacou que o fator missionário não se soma ao ser padre, mas é com o chamado vocacional. Quando se deixa para trás os tesouros pessoais, aí começa a iniciação ao discipulado.

“É preciso fazer uma avaliação do que estamos deixando para trás, pois não existe, nas Sagradas Escrituras, uma experiência vocacional de alguém que não tenha deixado algo para trás. E isso é um processo. Se quer saber a autenticidade de sua vocação, pergunte-se pela capacidade de despojar-se. Não missionar é golpear a identidade do discípulo. Por isso, vocação e missão andam juntas – se faltar uma, caem as duas”.

Por fim, reiterou sua fala lembrando que antes de ser apóstolo é necessário ser discípulo. “As etapas formativas não são apenas para estudar filosofia e teologia, mas para fazer um caminho e tornar-se apóstolo e sair de si. Portanto, iniciar-se na vida cristã é iniciar-se na arte de ser missionário”, disse.

O evento conta com a presença de cerca de 300 participantes entre seminaristas, religiosos (as), padres e bispos de diferentes dioceses do Brasil. Em seu primeiro dia, a cerimônia de abertura ficou por conta de dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre e vice-presidente da CNBB; dom Jaime Kohl, bispo de Osório; padre Maurício da Silva Jardim, diretor das POM e irmã Regina Cândida Fuhr, representante da CRB.

Confira a cobertura completa no site das Pontifícias Obras Missionárias: http://www.pom.org.br/

Com informações do Darlan Schwaab e fotos do Patryck Madeira (equipe de comunicação do 3CMNS)



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